quarta-feira, 22 de maio de 2013

Saudade tem remédio




Essa postagem já havia sido colocada quando recebi o consolo de Deus pela perda de um amigo querido. Mas, o Senhor colocou em meu coração postar novamente, o Senhor sabe todas as coisas e quando temos que nos fortalecer e levantar ou quando temos que fazer isso por alguém. Quando a vida de alguém que amamos se vai é difícil seguir em frente. A dor da saudade é intensa e a morte, seja como for, é algo para o que não fomos feitos. Ela nos surpreende, ainda que seja esperada. Quanto mais inesperada, mais dolorosa.

Lidar com essa inimiga cruel só é possível quando conhecemos verdades que na maioria das vezes não estamos dispostos a aprender. Para essas lições difíceis de aprender, Deus nos envia mensageiros especiais que podem ser sobrenaturais ou de carne e osso.

Davi é um exemplo de superação pela fé na luta pela vida de seu filho doente:
16  E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra.17  Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles. 18  E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança; [...] (II Samuel 12:16-18)
O que fazemos quando Deus diz não? Davi era um homem segundo o coração de Deus. Ele confiava completamente nEle e nos Seus julgamentos. Veja a reação de Davi:
18b [...] e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança estava morta, porque diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança está morta? Porque mais lhe afligiria.
19  Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta.
20  Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.(2 Samuel 12:18b-20)
A vida de seu filho estava agora em mãos melhores do que as suas. A morte só pode ser enfrentada com uma dose alta de fé. Davi era inteligente, tinha bons sentimentos, amava seu filho, esforçou-se até onde podia espiritualmente, mas Deus era o soberano da sua vida. Então, após receber um não de Deus, ele pôde voltar para a vida com a mesma confiança que teve para pedir pela criança. Não havia como Davi ser Davi sem Deus. A dor de afastar-se de Deus seria pior do que a da perda do filho. A confiança de Davi na bondade de Deus, por sua experiência profunda com Ele, era tão grande que além da sua vontade e acima dela estava a vontade de Deus. 


Além da lógica e da dor




O que Deus faz é além das possibilidades dos nossos afetos e pensamentos. Não podemos nos consolar por nós mesmos, a dor da perda é sufocante. Os servos não compreenderam sua reação, mas Davi lhes explicou:
21  E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão. 22  E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança?
23  Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim. (2 Samuel 12: 21-23)
A morte era o limite da alçada de Davi. Após a vida, iniciava a competência de Deus. E Davi confiava totalmente nela. Por isso, podia ficar em paz. Compreendendo seus limites e os aceitando, podia seguir em frente.

O filme a seguir conta uma história que ilustra uma experiência marcante de um médico oncopediatra que aprendeu muito com uma criança sua paciente. Ela foi a mensageira de Deus para essa lição tão difícil.  

A palavra anjo, significa, no original, mensageiros. Os anjos de que a bíblia fala são sobrenaturais e são "[...] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hebreus 1:14). Mas, se entendermos de forma metafórica, poderemos vê-los como aqueles que nos trazem mensagens e lições de Deus. Assim, como fez o médico do vídeo que apresento a seguir, que é baseado em uma apresentação que recebi sem indicação de autoria.


A fé nos tornará até um instrumento do que recebemos: "é Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus." (2 Coríntios 1:4). Nos momentos como esse, de grande angústia, ore, coloque diante do Senhor a sua dor. Só Ele poderá recebê-la definitivamente. Então, você começará o processo de readaptação e superação. Isso não será automático, pois nenhum relacionamento o é. Não há fraqueza em sofrer, somente em se render a o sofrimento como imutável. Há o momento em que precisamos chorar, porque Jesus disse: Bem aventurados os que choram porque serão consolados. Os discípulos choraram Jesus por três dias. Mas, no terceiro dia Ele os consolou. Não é um padrão de tempo de três dias, mas é que a nossa humanidade não funciona no piloto automático. Não se cobre e nem deixe cobrar isso. Muitas coisas precisarão ser mudadas, às vezes você vai chorar de novo, mas o milagre que você precisa e que só Deus pode fazer, Ele fará por você, em você e com você. 


A culpa


Uma das coisas mais fortes que qualquer ministro do evangelho faz é ministrar em momentos de perda de pessoas amadas. A nossa alma e o nosso espírito se parte na dor do ambiente repleto por pessoas sofrendo e isso nos dá a convicção de que nada poderemos fazer se não nos for dado pelo céu. Mas, uma das coisas que mais eu vejo nessas pessoas que perderam um ente amado é a culpa.

A culpa funciona como um mecanismo de defesa por não aceitação do fato de que a vida está além do nosso controle. Tenho visto um movimento forte de culpa entre os que tinham motivo e os que não tinham. O discurso é: se eu tivesse feito... ou Se eu não tivesse feito... dito... pensado... querido... A última coisa que eu disse foi... queria ter dito... Mas, esses desafios na vida não desafiam outra coisa senão o nosso apego à vida. Você acha que a pessoa que lhe amou queria que você se entregasse? Não do lado do outro o problema, o problema é que numa tentativa ilógica de manter o outro vivo, pensamos em mil formas de ter evitado a morte, trazendo para nós mesmos um poder que não temos, de controlar a vida e a morte. 


Deus não deseja a morte de ninguém, enviou vida


Deus não deseja a morte de ninguém e nem tem prazer nisso. A morte só entrou no mundo pelo pecado do homem. Então, todos temos que enfrentar essa contra-natureza. Veja como Deus pensa sobre a morte: "Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. [...]" (Ezequiel 18:32A). Isso está tão fora dos padrões de Deus que Ele enviou Jesus para tirar a morte do nosso meio, tirando o pecado na cruz:  


12  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. [...] 21  [...] como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. (Romanos 5:12,21).


"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;"  (João 11:25)   


Ainda que para nós seja difícil e doloroso, é possível que Deus transforme a morte em bênção. Essa era a convicção de Paulo: "segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte." (Filipenses 1:20).   

Deus lhe abençoe grandemente, em nome de Jesus e que você conheça a cada momento a consolação dEle na sua vida e seja instrumento dessa consolação na vida do seu próximo. O remédio da saudade é a fé.






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