sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alçando o voo mais alto


Voo do pavão real
Se perguntarem às pessoas sobre o que é mais importante entre conseguir sabedoria para atingir seus objetivos ou possuir seus objetivos, eu direi que é conseguir a sabedoria para consegui-los porque ela os manterá e, sem ela, você os terá por pouco tempo. Veja o pavão real voando acima, é uma obra de arte preciosa... Observe a sabedoria que gera o ciclo da vida na natureza, observe a harmonia e a sincronia. Se você não consegue reconhecer um artista perfeito na criação, não sei mais onde poderá encontrá-lo. “o SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.” (Provérbios 3:19). A natureza foi criada pela sabedoria de Deus. Conhecer a sabedoria é desvendar a verdade de Deus e absorvê-la como goles de vida.

Pense um pouco nisso, uma pessoa pode conseguir casar-se por muitos artifícios, mas o que fará esse relacionamento durar e se tornar forte contra tempestades e trovões será a sabedoria: “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” (Provérbios 14:1). Nos dois casos citados há uma casa, mas uma permanece e a outra cai. A diferença está na sabedoria, na forma de lidar com a resolução dos problemas.

Escolher a sabedoria é saber a diferença entre ganhar um peixe e aprender a pescar. Com sabedoria, você reconhecerá o momento da oportunidade, o espaço certo e a pessoa certa para cada promessa de Deus se cumprir na sua vida. A sabedoria traz todas as bênçãos pelas quais você certamente ora. Mas hoje, eu quero lhe dizer que se você não busca e ora por sabedoria, as bênçãos não estarão por muito tempo em suas mãos, se porventura chegarem até elas. Por isso, devemos investir acima de tudo em sabedoria. Assim fez o rei Salomão:

7  Naquela mesma noite, apareceu Deus a Salomão e lhe disse: Pede-me o que queres que eu te dê. 8  Respondeu-lhe Salomão: [...] 10  Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzir-me à testa deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?
11  Disse Deus a Salomão: Porquanto foi este o desejo do teu coração, [...] 12  sabedoria e conhecimento são dados a ti, e te darei riquezas, bens e honras, quais não teve nenhum rei antes de ti, e depois de ti não haverá teu igual. (2 Crônicas 1:7-12)

Aí estava quem era onipotente permitindo um pedido a Salomão. Salomão, sabiamente, pediu a semente da sabedoria, porque a semente traz em si uma vida de múltiplos frutos. Talvez você esteja ocupado demais em conseguir carregar muitos frutos e esteja abandonando as sementes. Vejo pessoas se ocuparem com o trabalho, mas não em adquirir competência; em tirar boas notas, sem ganhar conhecimento; em serem populares, sem fazer amizades construtivas e fiéis; em “pegar” e “ficar” com meia população do Estado, mas estão sempre em solidão e amargura; em acumular coisas por fora, mas sem saber quem são por dentro... Investimentos de vida sem sabedoria, que vão se esgarçar e rasgar como trapos velhos e inúteis.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Proteja o que é precioso!




Num momento de grande catástrofe uma inundação, um terremoto ou semelhante nós fugiríamos sem levar nada, porque a vida é o essencial, a base para construir todas as outras coisas. Mas, diante da avalanche da mídia e dos “valores” modernos estamos sendo inundamos e soterrados com valores destrutivos e não estamos salvando o essencial, aquilo que gera Vida para a sociedade.

Nós estamos vivendo momentos difíceis, onde valores importantes estão arriscados a serem vaporizados por valores novos e destrutivos, a mídia impulsiona uma nova cultura que passa despercebida por baixo das portas de todos os lares abalando a família e os alicerces da sociedade como o Senhor estabeleceu. Esta história ajuda-nos a retomar a guarda de um sentimento que se vive a dois e que ampara a muitos como um tronco que segura vários ramos. Um sentimento que se transforma em instituição e, por ter sido criada por Deus, é sagrada.

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio. O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:
Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.

Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:

- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim…
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo:
- Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada. 

Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…


Não estou aqui falando de sofrer contra a vontade uma relação destruída pelo adultério (Mateus 19:9), mas de estar apto a abrir mão de si mesmo para responsabilizar-se para cuidar de alguém sem a data de validade de um iogurte. Não é o fim a que os relacionamentos tem chegado que me preocupa, é o princípio sobre os quais eles iniciam, que os levam a cada dia a finais cada vez mais tristes. Nós clamamos por amor e o matamos sufocado pelo egoísmo e por padrões de doença a cada dia. Nenhum tipo de prática ou sentimento que faça o mal para o outro pode ser considerado amor porque amar é dar Vida: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).   Nenhuma forma de amor que traga como resultados tristeza, doença e morte pode ser considerada como amor.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Uma lição entre o tempo e a pera





Não sei você, mas tenho dificuldade de aprender uma lição chamada esperar. Com a pressa, podemos começar a criar uma ideia errada de tudo. Isso pode nos angustiar ainda mais e nos levar à precipitação. Ser precipitado é altamente prejudicial ao nosso futuro e no presente, só nos leva à angústia. O alerta de Deus é grave: "O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura." (Provérbios 14:29).   

A seguinte ilustração nos ajudará a entender a essência da mensagem de hoje:

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria ensinar uma lição importante a eles. Por isso, enviou cada um deles para fazer uma viagem e observar uma pereira plantada num local distante.
O primeiro filho chegou lá no INVERNO, o segundo na PRIMAVERA, o terceiro, no VERÃO e o quarto, o caçula, no OUTONO. Quando eles retornaram, o pai os reuniu e pediu que contassem o que tinham visto.
O primeiro chegou lá no INVERNO
Disse que a árvore era feia e acrescentou:
“- Além de feia, ela é seca e retorcida!”
O segundo chegou lá na PRIMAVERA
Disse que aquilo não era verdade. Contou que encontrou uma árvore cheia de botões, e carregada de promessas. 
O terceiro chegou no VERÃO
Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho chegou no OUTONO.
Ele disse que a árvore estava carregada e arqueada cheia de frutas, vida e promessas...
O pai então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore... Ele disse que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação. 

A essência do que se é só pode ser constatada no final de tudo, exatamente como no momento em que todas as estações do ano se completam! Se alguém desistir no INVERNO,perderá as promessas da PRIMAVERA, a beleza do VERÃO e a expectativa do OUTONO. 

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil. Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão, de uma hora para a outra!!! O mal não é interminável, só é doloroso. Por isso, não se precipite,  nem para agir e nem para falar, pois:  

"Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado." (Provérbios 19:2)
"Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele." (Provérbios 29:20).


 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Deixe a água levar...




A ilustração seguinte apresenta bem o que está no meu coração hoje:


Havia um sábio que reunia seus discípulos e os convidava a subir com ele até o alto de uma montanha para orarem juntos. Fazia isso todos os dias. Perto dali, logo abaixo, havia um rio com águas puras e cristalinas. Certa vez, um dos discípulos perguntou ao monge: 
- Mestre, por que oramos todos os dias, se não conseguimos gravar as palavras em nossas mentes? Pouco me lembro do que oramos ontem e já nem sei o que falamos há dez dias... 


O sábio, com a calma e a serenidade que são típicas dessas pessoas, pegou um cesto de bambu, que estava próximo dali, e o deu ao discípulo dizendo: 

- Filho, vá até aquele rio e traga este cesto cheio d'água para mim. (Todos nós sabemos que um cesto de bambu não pode reter a água). 

O discípulo lá se foi... Ao voltar, com o cesto vazio, embora ainda molhado, o monge lhe perguntou o que ele havia concluído. E o discípulo respondeu: 
- Mestre, um cesto de bambu não pode reter a água, porque ela escapa pelos furos... 
- Só isso? - insistiu o monge - Então vá novamente ao rio e traga o cesto com mais água. 
E o discípulo foi novamente... Ao voltar, o sábio lhe perguntou o que ele tinha concluído e a resposta foi a mesma. 
O sábio pediu novamente para que ele repetisse a operação... E fez isso várias vezes... Depois de várias idas e vindas, finalmente o discípulo concluiu: 
- Mestre, agora percebo uma diferença: o cesto está mais LIMPO do que antes! 
Satisfeito com a conclusão, o sábio acrescentou: 
- Exatamente! O mesmo acontece conosco, quando oramos. Muitas vezes esquecemos as palavras, mas com certeza ficamos mais 'limpos' e o nosso espírito é purificado a cada oração. Deus sempre nos dá conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade em meio às mudanças, perdão em meio ao pecado e amor em meio ao ódio. Através da oração, nós nos fazemos DISPONÍVEIS PARA DEUS. 


Tudo o que é visível, vem do universo invisível:"Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem." (Hebreus 11:3), por isso, Paulo frisava tanto a necessidade de orar:   



Orar pelos outros  "damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar," (1 Tessalonicenses 1:2) "dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia." (2 Timóteo 1:3).  Por tudo e todos, devemos orar continuamente: "Orai sem cessar." (1 Tessalonicenses 5:17). 






domingo, 24 de junho de 2012

Não se importe com o barulho



Você tem se deparado com pessoas que se impõem às outras falando alto, sendo donas da verdade, agressivas, falam sem parar e não escutam ninguém? Aqueles e aquelas que tomam todos os espaços, deixando a você o direito de assistir ao espetáculo de falta de entendimento como se fosse o mais habilitado de todos os tempo? Leia essa ilustração e vamos refletir um pouco...

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu Pai:
- Como pode saber se é uma carroça vazia se não a vimos.
- Ora - respondeu meu pai - é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho: quanto mais vazia uma carroça, mais barulho ela faz...

“Quanto mais vazia uma carroça, mais barulho ela faz...” Como quem busca sabedoria a encontra em todo lugar, não é verdade. Há muitos tipos de carroças vazias barulhentas, vamos meditar em alguns:

Os que exaltam seu próprio conhecimento...

A bíblia, com seus conselhos preciosos, já nos instrui: "o homem prudente encobre o conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estultícia."  (Provérbios 12: 23). Se nem o conhecimento deve ser proclamado a toda hora, quanto mais a tolice... Mas há pessoas que não conhecem limites de tempo e lugar para falar tudo o que lhes vem à mente.

Comece a distinguir as pessoas que precisam impor o que pensam a todo instante, ainda que não consigam argumentar com lógica ou coerência, e lhes dê a importância devida de quem não carrega nada, a não ser o vazio que a faz soar alto. Ao invés de fazer isso, tome as seguintes vacinas: “5  Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. [...] 7 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;” (Provérbios 3:5,7)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A música da Vida está tocando para você: escute!



Deus precisa das diferenças. As diferenças nos fazem complementares. Mas isso não quer dizer que as pessoas pensam assim. Nós temos dificuldade com as diferenças. Procuramos o tempo todo nos ajustar e até ajustar os outros, selecionando-o conforme a similaridade dos padrões que definimos como superiores, como se ser como os outros nos garantisse o melhor. 


O Senhor me deu uma revelação de algumas coisas que Ele precisa que façamos diferentes. A diferença de Deus é maravilhosa e essencial. Só Ele pode fazer, mas Ele faz através de nós. Lembre-se: o milagre que você precisa de Deus é algo inteiramente novo e diferente... 


Vejamos o que Deus quer falar sobre esses milagres e nossa capacidade de recebê-los através dessa estória que Ele me deu como ilustração:



Certa vez, um flautista itinerante chegou a uma cidade que era conhecida por todos se dizer que os seus habitantes serem surdos. Como ele tocava para pagar sua viagem, iniciou mesmo sem saber porquê sua apresentação na praça daquela cidadezinha, onde estava concentrado o comércio local.  era a única coisa que ele sabia fazer. Porém, ele tocava com tanta alegria que as pessoas pararam para observá-lo. Mas, sendo surdas, estavam perdendo o interesse.  Ele teve então a ideia de dançar enquanto tocava. Os seus movimentos ritmados começaram a desenhar a música na linguagem que a platéia compreendia e eles começaram a imitá-lo. E as moedas começaram a cair em seu chapéu.
Mas, depois de um tempo, foi ficando difícil sustentar a dança e a flauta com um fôlego só. E o flautista teve que parar de dançar. Porém, continuou tocando. Aos poucos, as pessoas foram parando de dançar, entretanto, duas delas continuaram dançando alegremente, sem entender porque os outros haviam parado. Foi então que perceberam o que significava escutar. Porque nunca se tinha ouvido música antes naquela cidade.



 O novo pode assustar, causar estranhamento, mas não é necessariamente mau. Deus não nos prometeu o que é velho, e sim o que é novo. Jesus disse que não vinha para fazer remendos: "A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." (João 3:3).

Você não vai querer remendos na sua vida. Jesus prometeu um novo caminho (Hebreus 10:20) e novidade de vida (Romanos 6:4). Jesus prometeu um novo nascimento (João 3:5). Tudo novo. Precisamos de novos princípios que nos façam evitar as espirais de destruição que repetimos sem parar. Precisamos de começar algo que valha a pena prosseguir ao invés dos ciclos infindáveis, que nós criamos para nossas vidas sem o som da música harmônica da Paz. O novo é o que precisamos. Mas pedimos o novo a Deus e temos medo de mudanças. Deus quer fazer algo novo na sua vida agora mesmo, abra seu coração para um novo começo. De repente, você descobrirá que uma música está tocando e você pode ouvir, apesar de todos dizerem que ela não existe ou que você não pode escutar. 





quinta-feira, 14 de junho de 2012

Soluções sem remendos ou riscos




Nós vivemos em busca de soluções. Mas existem soluções de vários tipos. Algumas soluções são temporárias, outras ineficazes, outras duradouras, outras ainda aperfeiçoadas. Quando um problema se apresenta, que tipo de solução você procura? O tipo de solução que você encontra vai determinar o nível de qualidade de vida que você vai levar. Você pode por um remendo com massa epoxi, trocar a peça por uma usada, trocar por uma original ou até inventar um sistema mecânico melhor. Você decide que tipo de solução dar para a sua vida e por quanto tempo ela vai permanecer resolvida até que tudo seja desfeito de novo.

Jesus não aconselha o remendo:

36  Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. 37  E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. 38  Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. 39  E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente. (Lucas 5:36-39)

Há duas áreas de solução que este texto aponta: as vestes remendadas e o odre de vinho velho cheio com vinho novo.  A primeira fala daquilo que colocamos sobre nós, do tipo de soluções que escolhemos para aquilo que está fora de nós e, a segunda, fala das soluções que procuramos para dentro de nós. Em ambos os casos, uma solução mal escolhida provoca uma destruição maior do que o problema apresentado. Ambas, com pouco tempo estarão piorando a situação que aparentava estar resolvida. Vamos pensar um pouco sobre isso?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Respostas aos que sofrem




Nada nos deixa mais perplexos do que o sofrimento de uma pessoa que vive corretamente e tenta agradar a Deus em tudo. A Bíblia registra um caso assim. Estou falando da história de Jó. Nos três primeiros capítulos de Jó, temos um homem próspero e de caráter “íntegro e reto” (Jó 1:1; 2:3,9; 27:5; 31:6). Jó não era perfeito, era sincero em tudo quanto sabia e podia para com Deus. Isso lhe dava extrema segurança para lidar com o Senhor.

Além disso, Jó possuía uma família próspera (Jó 1:2). Sua família era grande e unida. E Jó velava pelo culto dos filhos a Deus. Jó possuía bens em abundância num tempo em que não havia moeda ainda (Jó 1:3). Possuía amigos capazes de vir de longe para tentar acudi-lo no infortúnio (apesar de não serem muito bons nisso – Jó 2:11).

Mas, em um só dia, Jó perdeu todos os seus bens. A adversidade veio sobre ele de repente. Limitado à sua visão terrena, Jó não conseguia entender nada do que tinha acontecido. Entretanto, o autor nos dá uma visão do trono e mostra Satanás como o autor da tentação. Mas seus três amigos sobre a terra culpavam Jó pela tragédia.

Deus não encontrava culpa em Jó, mas o homem não tinha advogado naquele tempo. Antes de Jesus, os homens estavam sem defesa, nascendo em pecado, a dívida os tornava acessíveis ao acusador (Apocalipse 12:10). Como o próprio Jó vai queixar-se em determinado momento: “Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos.” (Jó 9:33). O árbitro era a figura de um juiz daqueles eleitos por Moisés e Josué para procurar conciliação e julgar entre o povo. Ele colocava as mãos nos ombros do oponentes, os escutava e procurava conciliá-los e resolver o acordo conforme a lei.

Em aliança com Jesus, Ele se torna a oferta e o sacerdote pelos nossos pecados e se coloca entre nós e Deus: “5 Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 6  o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.” (1Tm 2:5-6). Jesus é o nosso advogado diante do Pai:

1  Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; 2  e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. (1 João 2:1-2)
 
Então, temos que colocar bem as diferenças da situação de Jó para a nossa, hoje, em aliança com Cristo. Mas, a lição de Jó é preciosa, e vamos tentar aprender com ele nesse texto.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontrando soluções eficazes para a nossa vida






Problemas todos temos, soluções nem sempre. Às vezes, porque não conseguimos nos organizar para enfrentar os problemas. Mas, além de fazer alguma coisa para resolver, é preciso que esse fazer realmente resolva as situações que ele ataca. Um solução pode ser bem planejada e bem executada, mas não resolver o problema.

Por exemplo,  uma árvore no meio de um local de construção é um problema, cortá-la no nível da raiz é uma solução, mas depois o prédio poderá ruir por causa do elemento vegetal em meio ao seu alicerce. É uma solução... Pode ser feito um corte com eficiência, perfeito, mas não é eficaz. Não resolve o problema. E a casa pode cair por conta dessa eficiência sem eficácia.

Deus propõe soluções eficazes e não apenas eficientes. Não é só fazer bem feito, é preciso resolver as questões verdadeiras, ir ao ponto certo para vencer o problema de uma vez por todas. Veja o que a Palavra de Deus propõe:

7  Dizia ele [João Batista], pois, às multidões que saíam para serem batizadas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8  Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 9  E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 10  Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? 11  Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. (Lucas 3:7-11)

A raiz é o foco do problema, porque ela sustenta toda a vida da árvore. Enquanto as raízes estiverem no chão, a árvore terá uma chance de crescer novamente. Isso tem perturbado a vida de muitas pessoas. Elas encontram soluções aparentemente eficientes, mas são temporárias. Resolvem o problema paliativamente e o empurram para frente, deixando a raiz nos seus corações e sua vida termina voltando ao mesmo ponto depois de um tempo.

Essas pessoas estão se arriscando a viver todo o ciclo de novo porque não querem se empenhar para arrancar a raiz do chão, afinal este é um trabalho duro. Mas se a raiz não for arrancada, você não resolveu o problema, só o adiou. Você escolhe entre viver uma vida de analgésicos ou fazer o tratamento com Deus até o fim e ter uma vida abundante. Como dizia Einstein: “não há maior sinal de loucura do que fazer uma coisa repetidamente e esperar a cada vez um resultado diferente.” Então, vamos trazer algumas idéias da Palavra sobre eficácia hoje. Vai depender de você tomar suas sessões sobre que tipo de vida você vai querer.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vivendo a Vida Abundante




Se há uma coisa certa ao acordar de manhã é que o dia lhe trará desafios. Às vezes, levantar da cama numa segunda é o maior deles. Mas seu senso de dever ou as contas a pagar o levantarão de qualquer forma e o levarão até suas obrigações. A questão é que levantar-se da cama a cada dia apenas porque tem uma obrigação a cumprir é suficiente para chamar essa experiência diária de vida.

Jesus veio para que tivéssemos Vida com V maiúsculo, em oposição a alguém que quer que você não tenha vida: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10).

O grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento, tem duas palavras para vida. Uma designa o fato de um ser estar vivo e respirando, “ânima”, que é traduzida também para alma, e a outra palavra é traduzida para “Vida eterna”, em grego “zoe”. A palavra “zoe” indica uma vida como a vida de Deus, não apenas uma vida de respiração, alimentação e finita na morte, mas vida eterna, na semelhança de Deus, a vida do espírito. 

No trecho citado antes, Jesus diz: “[...] Eu vim para que tenham vida [do tipo da Vida de Deus] e a tenham em abundância.” (João 10:10). Então, meus queridos leitores e leitoras, Deus tem muito mais para você do que simplesmente acordar e sobreviver a cada dia. Ele tem vida da qualidade da Vida de Deus para você e Ele derrama dessa vida  para você em abundância. Como usufruir disso é o motivo de estar escrevendo hoje.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Se fosse no sertão era assim: A fartura da colheita

Xilogravura "Colheita" de Djanira

Se com cuidado a fé plantar
num terreno que der viço,
não é em vão seu serviço,
os grãos vão tudo brotar.
E farta vai ser a colheita,
Aquele que lhe deu sua eita
vai lhe fazer prosperar.

É que a fé tem semente,
que é dessas bem pixototinha,
mas se aguar com cuidado,
ela incha que nem farinha,
enchendo a vida da gente,
crescendo pra todo lado.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eu digo e repito: Jesus te ama muito!



Você se lembra do sucesso dos Teletubbies com as crianças entre três e cinco anos de idade? “De novo! De novo! Um, dois, três, quatro...”. Pelo menos três repetições para cada nova informação, imagens simples e histórias curtas. As crianças naquela faixa etária ficavam fascinadas e pareciam parte da TV. Isso acontecia por causa da adequação da sua estrutura ao desenvolvimento neurológico de crianças nessa faixa etária.

Crianças pequenas, até mais ou menos sete anos, necessitam de assistir “quarenta e duas vezes” um filme, até citar as falas junto com os personagens, para a loucura dos adultos. Meu sobrinho assistiu a um filme assim e quando uma amiga minha chegou em casa, a primeira coisa que ele ofereceu foi: “Vamos assistir Mary Poppins?”. Depois disso, o máximo que pudemos fazer foi deixar de contar.

Não é apenas um prazer na identificação com os personagens, mas uma necessidade neurológica de formar os esquemas básicos de compreensão. Crianças precisam mesmo da repetição até uma determinada idade. Mas, com a idade maior não ficamos independentes da rememoração. Segundo estudos da neurologia e da cognição, por mais firme e forte que seja o que foi vivido, nossa memória se apaga, a menos que o conhecimento esteja conectado em uma rede de associações lógicas significativas e que esteja sendo ativado constantemente (NEVES, 2011). Então, lembrar e esquecer é um conteúdo fundamental da nossa qualidade de vida, uma vez que vivemos a partir do que compreendemos e o que compreendemos é baseado no que lembramos.

Como sempre, a Palavra de Deus traz milhares de exercícios de memória positivos e instruções de rememoração impressionantes, desde o Velho Testamento, incluindo o conceito de gestão da memória. Jeremias, o profeta, estava numa situação terrível, dentro de um grupo de pessoas da sua família, que eram religiosos profissionais, sacerdotes, mas que estavam completamente corrompidos. Ele estava muito angustiado e era constantemente perseguido por discordar dessas práticas. Muito triste, isolado, ele disse:

18  Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR. 19  Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno. 20  Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim. 21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3:18-21)

A percepção de que tudo o que era vivo e brilhante na sua vida tinha perecido, a aflição, o pranto, a amargura do absinto (bebida forte entorpecente muito amarga) e do veneno (que os outros instilavam contra ele com suas línguas) o maltratavam. Enquanto o seu exercício de memorização repetidamente  revivia as coisas ruins que vivera, sua alma cada vez mais se abatia. A palavra traduzida para “abate” significa “se inclinava humilhada”. Isso multiplicava a dor a cada lembrança.

Jeremias, então, tomou a decisão de gerenciar o que lhe ia pela memória para algo que trouxesse vida e alegria. Então, decide mudar de foco ele acha solução olhando para a misericórdia, fidelidade e bondade do Senhor:

22  As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23  renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. 24  A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. 25  Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. (Lamentações 3:22-25).

Nesses versículos estão os princípios de áreas que a psicologia só tem descoberto e trabalhado recentemente, tais como metacognição (gestão das estratégias mentais para solução de problemas) e outras teorias. Jeremias utilizou a gestão da memória para combater a depressão e venceu. Aqui, temos um princípio fundamental para lidar com emoções e lembranças dolorosas, que vamos tentar esclarecer hoje, com a graça do Senhor.

domingo, 3 de junho de 2012

Confiança é sinônimo de Amor



A fé é algo muito mais profundo do que a expectativa de conseguir o que se quer e até o que se precisa. É certeza e convicção do que se espera, mas não se vê. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hebreus 11:1). Significa que a fé é baseada numa idéia que vem antes de tudo acontecer. Uma idéia de segurança total no motivo da esperança.

A fé tem como pré-requisito a idéia de uma relação onde a confiança é inabalável, imutável, garantida. A fé na definição bíblica inclui duas condições de existência. A primeira ideia base da fé é a de que há Alguém que é digno de confiança total, que nos dá a condição de termos certeza absoluta do que esperamos, a ponto de gerar a segunda condição da existência da fé, a idéia de que não há dúvida de que mesmo que não possamos ver, aquilo que foi prometido está lá. Isso é Integridade absoluta.

A idéia de integridade absoluta fundamenta o conceito de fé. Não há incerteza nAquele de quem se espera e não há dúvida em quem espera nEle. Isso fala de relacionamento. Todo o relacionamento de Jesus com os apóstolos foi no sentido de dar a conhecer o Amor de Deus de forma que eles pudessem crer firmemente na pessoa de Deus. Mas não foi uma tarefa fácil para Jesus, Ele mesmo chegou a lamentar-se disso certa ocasião quando um homem foi pedir-lhe para ajudar com seu filho que apresentava sintomas de epilepsia, porque os discípulos não tinham sido capazes de expulsar o demônio de enfermidade:
  
41  E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me aqui o teu filho. 42  E, quando vinha chegando, o demônio o derrubou e convulsionou; porém, Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai. (Lucas 9:41-42).

O nosso relacionamento com Jesus precisa estar além do misticismo de recorrermos a Ele quando não podemos resolver.  Também deve ser mais do que o de assistente de um espetáculo de milagres e ir além da admiração dEle como um sábio ou filósofo brilhante. E ainda deve estar acima das possibilidades políticas que suas idéias possam oferecer. Jesus é Deus feito carne. Não é o que você espera ou conhece, Ele é muito mais do que isso. Você precisa abrir o coração para conhecê-lo e relacionar-se com Ele nessa condição, como imagem perfeita de Deus:  

15  O qual [Jesus] é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16  Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. 17  E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. (Colossenses 1:15-17)

Jesus está trabalhando desde sempre para nos tornarmos semelhantes a Ele: “9  [...] pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, 10  E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;” (Colossenses 3:9-10)

Assim, vamos escrever hoje, sobre esse relacionamento com Deus, que desenvolve a fé.

sábado, 2 de junho de 2012

Do jeito que Deus quer!



Quando alguém diz “Vou como Deus quer...” como você imagina a pessoa? Bom, pelo que tenho visto, é um desastre. Deve restar pouca coisa em pé na vida dela. Isso é uma ofensa à natureza de Deus que deixamos sair dos nossos lábios e ainda dá ao ofensor um ar de fiel e resignado.

Observe a atitude de Jesus diante da situação de um grupo de fiéis e suas necessidades no relato de João:

1  Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. 2  Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. 3  Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. 4  Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima.

5  Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? 6  Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. 7  Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço. 8  Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: 9  Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente? 10  Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.

11  Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. 12  E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13  Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido. 14  Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. (João 6: 1-14)

Na realidade, o apóstolo João não inclui a primeira solução oferecida pelos discípulos para o problema da fome, mas Mateus a registrou bem: “Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.” (Mateus 14:15).  Então, podemos ver que enquanto os discípulos queriam se livrar do problema e levantar recursos financeiros para resolvê-lo, não funcionou, mas quando alguém entrou em sintonia com Jesus trazendo o que tinha nas mãos, o milagre aconteceu.

Jesus não se livrou das necessidades dos outros como muitos fazem, mas compadeceu-se delas, viu a necessidade da multidão e proveu o suprimento sobrenaturalmente, multiplicando o que existia (cinco pães e dois peixes) e utilizando o que existia (o trabalho dos apóstolos na distribuição). Essa conjugação foi tão produtiva que abundou além das necessidades, pois foram recolhidos doze cestos cheios de pães que sobraram. Assim, vale à pena, hoje, meditar sobre andar “como Deus quer” e seus princípios de resolução das situações de escassez ou dificuldade, sabendo que, para Jesus operar, basta o que temos, nada é pouco nas mãos dEle.

Web Analytics