quinta-feira, 17 de maio de 2012

Garantindo um salto qualitativo para a vitória




Enquanto você está lendo essa postagem, várias coisas estão mudando ao seu redor e você está mudando. A mudança é inevitável apesar de todas as nossas tentativas de controle e previsão de tudo o que nos rodeia. Há mudanças a sofrer e provocar. A vida se revoluciona a cada manhã. Jesus é um exemplo de novidade extrema.

Jesus é o Bom e inesperado da esperança. Inesperado porque tudo o nEle é realmente novo e não apenas uma reforma feita às pressas para mudar a aparência e esconder a essência antiga. Mas, esse inesperado e chocante exemplo de pessoa foi o que o coração da humanidade ansiou durante toda a sua existência.

Jesus é aquele por quem a história da humanidade tem clamado. Mas Ele chocou e quebrou todos os paradigmas existentes a respeito de valor e honra. Observe como Ele entrou em Jerusalém, onde foi aclamado como rei: “Digam à Filha de Sião [aos habitantes de Jerusalém]: Olhem, seu Rei está vindo até vocês, humildemente, montando um jumento e sobre um jumento novo [um animal de carga]”, (Mateus 21:5 – Bíblia amplificada).

A entrada de um rei em qualquer cerimônia de coroação é sempre algo grandioso. Pompa, circunstância e aclamação sã ao coroação da terra a qualquer autoridade em sua posse. Então, o rei do céu vem à terra e usa um transporte deselegante e desconfortável para se apresentar na capital de seu reinado. É um contraste precioso, sem dúvida. Ostentação ou arrogância nem se nomeavam no caráter de Jesus e nem fazia parte do repertório das suas lições.

Cada vez que sentirmos necessidade de sermos aclamados e elogiados, vistos e celebrados deveríamos nos lembrar da lição do Rei em seu jumentinho. Um jumento é um animal forte, mas baixo de altura, os pés do que o monta precisam geralmente ficar arqueados, o que é tanto desconfortável quanto deselegante. Além disso, o jumentinho nunca tinha sido montado (Lucas 19:30), o jumentinho era tão novo que tinha que andar junto à mãe para não se assustar (Mateus 21:2-7). Ele não estava acostumado com sela, e tiveram que cobri-lo com túnicas de improviso, senão ele não se submeteria facilmente à sela e arreios.

Estranho cortejo seguia: uma jumenta ia à frente, puxada por alguém, escoltando um homem maior que o jumento novo, sentado sem sela e sem arreio sobre algumas roupas dobradas, entrando numa cidade que o proclamava rei. E ainda tem quem reclame de que seu guarda-roupas cheio não tem nada que sirva para a ocasião e que vai passar vexame em tal ou tal lugar ou não vai a tal lugar porque não tem roupa, ou carro ou o objeto de status da moda. O rei que Jesus é, Ele é por dentro, em essência e Ele não perderia nem ganharia esse valor por nada que as pessoas dissessem ou valorizassem ou visse nele.

Para que Jesus ensinasse um caminho diferente Ele viveu valores, atitudes e ações diferentes. As pessoas podem questionar palavras vazias, mas coerência é praticamente irresistível. Vamos examinar outros elementos contrastantes das lições da personalidade única de Jesus a seguir...


A celebração da simplicidade

Jesus não era um masoquista. Ele não escolhia o desconforto pelo desconforto, nem o sofrimento pelo sofrimento. Ele subiu naquele jumentinho por um motivo. Ele mencionou para os discípulos mais tarde o teor da sua missão, enquanto eles disputavam por privilégios e cargos superiores entre si:

24 Ora uma ávida contenda levantou-se entre eles [a respeito de] quais deles deviam ser considerados ou reputados por maiores. 25 Mas, Jesus lhes disse: Os reis dos gentios são deificados por eles e exercem senhorio [governando como reis-deuses] sobre eles e aqueles que possuem autoridade sobre eles são chamados benfeitores e beneméritos. 26 Mas não é para ser assim com vocês, pelo contrário, sejam os maiores entre vocês como os mais jovens e aquele que é o chefe e líder como quem serve. 27 Pois quem é maior: aquele que se reclina na mesa (o mestre) ou aquele que serve? Não é aquele que se reclina na mesa? Mas eu estou em seu meio como aquele que serve. (Lucas 22:24-27 – Bíblia Amplificada)

Há uma luta muito grande para sobressairmos uns aos outros. Nossa sociedade é competitiva e consumista. Nós consumimos status e seus símbolos, além de procurarmos celebridades que nos digam o que é aceitável e desejável ser, vestir, falar, admirar, usar, etc. Tudo em função da vitória na competição de vaidades. Jesus trocou a vaidade e a competição pelo serviço, pelo cuidado. A competição só traz a contenda, o serviço é produzido e alimenta o amor.

Servir é reinar

Após colocar as prioridades e valores em seus devidos lugares, Jesus mostra o que realmente leva ao reino: o serviço em amor uns dos outros.

28 E vocês são aqueles que têm permanecido [através das] e perseverado comigo nas minhas tentações, 29 E como Meu Pai me indicou para um reino e mo conferiu, da mesma forma eu o confiro a vocês [o privilégio e o decreto], de que vocês possam comer e beber em minha mesa em meu reino e sentar em tronos, julgando as doze tribos de Israel. (Lucas 22:28-30 – Bíblia Amplificada)

O reino de Deus não é comida e nem bebida, logo, não é consumível pelo corpo. Mas é alegria, gozo e paz no Espírito Santo (Romanos 14:17). Jesus abandonou a sua forma gloriosa no céu e se fez servo, cuidador de cada pessoa que o procurou.

O reinado da Luz

Você já tentou marcar uma audiência com alguma autoridade? Você pode marcar com meses de antecedência, esperar horas e não ser atendido. Mas Jesus atendia os mendigos, os deficientes (que eram tidos por inferiores e impuros diante de Deus), os leprosos, dos quais ninguém podia se aproximar eram tocados e curados por ele (Mateus 8:2-3). As crianças e mulheres que não eram sequer contadas no censo eram atendidas diretamente por Ele (João 4; Mateus 19:14). Jesus reinou no meio da enfermidade, da fome e da miséria trazendo luz e libertação a eles, servindo-os:

18  O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19  e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20  Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21  Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.

Ele era o mais inteligente e servia

Jesus podia falar às multidões simples por horas como no sermão do monte (Mateus 5), calar a arrogância dos fariseus e maiores sábios do seu tempo e lugar, que ficavam sem respostas (João 8: 4-9; Mateus 21:25-27), fazer silêncio quando podia defender-se de uma prisão ilegal (pois era proibido prender as pessoas à noite). Mas, Ele não se deixava levar por nenhuma necessidade de celebração das suas qualidades humanas. Sua vida era para exaltar o Pai.

Como eu vivo no meio da academia humana, sei que existe um ditado sobre os doutores em certa área: "uns pensam que são deuses e outros têm certeza". Algumas dessas pessoas não se dirigem a funcionários do nível inferior ou administrativo por causa do seu título ou exigem que os tratemos de "Doutor" antes do nome. Jesus não fazia a menor diferença com relação à postura de quem o interpelava. Ele só diferenciava a disposição do coração em ouvir, pois Ele disse: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo." (João 7:17). 

Em meio à sua exaltação ou em meio à sua humilhação Ele servia e buscava cuidar de todos os que estavam com Ele. Assim Ele lançou um olhar para Pedro a caminho da cruz; Ele estava com apenas três dos seus discípulos próximo a si quando foi preso; Ele cuidou da orelha do soldado que veio prendê-lo. Jesus não ficava com pena de si mesmo ou à procura de reconhecimento de suas qualidades, mas servia e serviu até a última gota de sangue e Ele nos desafia a imitá-lo.

Deus precisa de servos e não de celebridades

Deus precisa de pessoas que sejam capazes de olharem para a dor alheia ainda que a sua dor esteja latejando. Deus precisa de pessoas que compreendam que o mundo não gira em torno das suas necessidades, que nós não somos mendigos, mas doadores. Se nós não podemos nos voltar para além de nós mesmos quando tranqüilos, que dirá se estivermos em dor profunda? Mas, lembre-se: quem não pode servir, não reina e não reinará.

A humildade e o serviço de Noé o fizeram trabalhar 120 anos para construir uma arca onde se salvaram oito pessoas, mas foram as oito pessoas mais preciosas do mundo para ele e foi de onde Deus reconstruiu o futuro da raça humana. Não há serviço pequeno para Deus. O serve um copo de água é como o que prega para milhares de pessoas, basta que esteja fazendo para Deus:

40 Aquele que recebe, dá as boas vindas, aceita vocês, recebe, dá as boas vindas e me aceita, e aquele que recebe, dá as boas vindas e me aceita, recebe, dá as boas vindas e aceita Aquele que me enviou. 41 Aquele que recebe, dá as boas vindas e aceita um profeta porque ele é um profeta receberá a recompense de um profeta e aquele que recebe, dá as boas vindas e aceita um homem justo porque ele é um homem justo, receberá a recompensa de um homem justo. 42 E qualquer que dá a um desses pequeninos [pessoas do baixo escalão e sem influência] até mesmo um copo de água fria porque ele é meu discípulo, certamente eu lhes declaro, ele não ficará sem recompensa. (Mateus 10:40-42 – Bíblia Amplificada)

Talvez você tenha começado a ler esse texto para receber algum princípio de pedir ou agir para conseguir algo que desejava muito e pelo qual luta há tempo, Entretanto, esse texto tem o propósito de o tornar aquele que está no princípio do receber, mas esse princípio entra pela porta do dar e do servir. Ceder em tolerância, ganhar em humildade, compreender em justiça, apoiar em solidariedade, cooperar e considerar a sua responsabilidade no levantar do outro quando está em angústia.

Nossa mente pode estar tão focada no que queremos e no que não temos que nós passemos pelo reino de Deus e até o desprezemos. Nesse novo reino, há um novo código: quer reinar, sirva; quer brilhar, apague a luz da vaidade para acender a luz da glória; quer mostrar sabedoria, não fale para ser ouvido, fale para dizer o que é necessário e trará graça aos que o ouvirem.

Os judeus esperavam um Jesus que lhes desse glória na guerra, no poder da revolta armada. Um rei de armas físicas. Queriam tanto tocar no reinado de Cristo que o único contato que tiveram com Ele foi para cuspi-lo, açoitá-lo, castigar suas mãos com pregos enormes, crucificá-lo e por fim atravessá-lo com a espada. Mas o verdadeiro rei que está em Jesus era muito maior que isso. Nem a morte pôde detê-lo. No terceiro Dia ressurgiu e tomou o seu trono ao lado do Pai e um nome que se põe definitiva e eternamente NA GLÓRIA EXCELSA DO Deus Eterno. Um nome diante do qual todo o joelho se dobra. Ele serviu até o fim das suas forças, agora, Ele reina até o máximo das forças de Deus Todo-Poderoso! Aleluia!

Você pode orar assim:

Senhor, perdoa a minha vaidade, a competição por futilidade e o pouco serviço. Jesus, que tu sejas meu Senhor, eu quero apenas te servir e farei isso na vida dos que me cercam. Transforma-me e ajuda-me a servir para que teu reino cubra a minha vida e a tua glória se manifeste nela. Eu te peço Pai, em nome de Jesus.


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